Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

Voto em branco é não ficar em branco
















Raras vezes me senti tão desmotivado para um acto eleitoral. O escrutínio do próximo domingo têm tanto de fundamental, como de saturante. É como a obrigação de escolher entre o mau e o péssimo, entre os desnorteados e os ambiciosos, entre políticos que fingem ser gente capaz e aqueles que já nem se dão ao trabalho de o fingir!

No meio deste salve-se quem puder, os portugueses até só pretendem que venha alguém com competência para tirar do atoleiro, de nos retirar deste jogo de funâmbulo em que caímos sem querer… E nisso estamos todos de acordo: Portugal há muito que precisa de Mafú nas mãos para arrumar de vez com a tropa dos insectos que nos azucrina. Só não sabe para que lado vaporizar. Para todo o lado, dirão as más-línguas.

Depois de quinze dias de campanha, a conclusão a que (re)chego é a mesma de sempre: sem ovos nunca se farão omeletas. Ao menos, temos essa prova: para políticos tão miseráveis há um voto: em branco, como não podia deixar de ser!